sexta-feira, setembro 29, 2006

Ensaiando a ecovia

Lago Artificial de Aldeia Nova Cacela Velha

Todas as fotos disponíveis aqui: http://www.flickr.com/photos/digfish/tags/ecoviadoalgarve/

Na passada terça-feira decidi-me a experimentar o trajecto da futuro ecovia entre Vila Real de Santo António e Cabanas de Tavira. Como tenho estado desempregado, arranjar alguma coisa que fazer era importante, e, como eu adoro fazer passeios à descoberta, juntando a isso esse passeio ser feito de bicicleta, era os condimentos bem necessários para uma manhã bem passado. Graças à possibilidade aberta há pouco tempo pela CP de transportar bicicletas em todos os seus comboios regionais, obedecendo no entanto a determinadas condições, fui até Vila Real de comboio. Como não sabia em que condições a bicicleta devia ir no comboio, levei-a comigo e deixei-me a ficara agarrar nela com a roda da frente para cima, de forma a minimizar quanto possível a circulação dos outros passageiros. O revisor depois ao passar é que me avisou que o lugar da bicicleta era no depósito de carga, situado algures numa das carruagens (todos os comboios regionais no algarve são automotoras com três carruagens). Para a próxima ver hei-de me lembrar de a levar para lá. De resto paguei só 1,25 ? do bilhete de passageiro, nada mais. Fiz questão em iniciar o percurso mesmo onde fica assinalado de acordo com o mapa que está patente no site do Algarve Digital. Pena que no sítio onde se inicia (junto do ponto onde está a passagem de nível onde a antiga linha de comboio que vai ter à estação do Guadiana - agora encerrada - cruza a marginal do Guadiana) não esteja nenhum objecto assinalando o início da ecovia (como o que está na outra ponta ocidental, no cabo de São Vicente, ver foto). Aí fui então pela marginal de Vila Real, abaixo acompanhando o percurso do rio, entusiasmado e a alta velocidade. Mais à frente, cortei para o acesso a Monte Gordo, de acordo com o mapa traçado no Algarve Digital, que tinha impresso em duas folhas de papel. Em Monte Gordo fiz uma paragem para reabastecimento, e só depois entrei em percurso realmente desconhecido para mim, quando segui um caminho de terra batida que se metia pela mata dentro, digamos o início do verdadeiro percurso verdadeiramente ecológico da cena. Então deparei com um lago, o lago artificial construído nas traseiras da Aldeia Nova. Lá deparei com várias aves selvagem, como patos e galeirões. Um sítio bastante agradável não haja dúvida. A partir daí, comecei a andar um pouco perdido sob qual seria o verdadeiro trajecto da ecovia. Porque o mapa não era muito claro (a escala era grande, da ordem dos 1:8000), a partir daí acho que não consegui seguir à risca do trajecto da Ecovia. Passei a praia da Retur, e se bem que o percurso previsto da Ecovia segue o caminho da Retur em direcção à EN 125, um erro incompreensível, em minha opinião, para uma via que se quer ecológica e exclusivamente para o trânsito de cicloturistas. Daí vai que fui seguindo os caminhos paralelos à costa e continuo por dentro do pinhal. Alcancei um charco, uma zona muito aprazível, mas depois dei com uma vedação com cerca de 1 metro e meio de altura. Esta vedação delimitava a área de urbanização da Praia Verde, com imensas vivendas com piscina. Como parecia não haver fim para a vedação, armei-me em esperto e ajoguei, literalmente, a bicicleta por cima da vedação, pensando que ela ficaria ilesa. Nada disso, quando a pus de pé, estranhei o facto de não consegui fazê-la a avançar, isto porque as pastilhas dos travões da roda da frente tinham entortado e ficado a roçar na superfície da roda. Para além disso, um dos parafusos que segurava o suporte do cantil ao quadro saltou. Por momentos cheguei a desesperar pensando que teria de ir a pé os cerca de 20 km que me faltavam até Cabanas. Mas lá desmontei os travões da frente e segui o meu caminho. Claro que não tive outro remédio senão ir para a 125, e aí fui, mais uma vez, tentando acompanhar sempre que possível o trajecto da Ecovia, mas não consegui dar com a ligação de Altura a Manta Rota passando perto da praia da Lota sem ter que passar pela 125 novamente. Só quando entrei na Manta Rota, é que não tive mais que voltar à EN 125. Passando Manta Rota, cheguei a Cacela Velha, e entrei em terrenos conhecidos, parei um bocado em Cacela Velha para recuperar algumas energias e depois fui para Cabanas. Escusado será dizer que quando cheguei a casa, não foi como uma das voltas que costumo fazer em volta da aldeia, não me lembro do regresso em casa me ter sabido tão bem. Ao todo foram então 28,6 km de viagem, sem contar com o quilómetro mais que fiz para chegar à estação da CP, o que faz perto de 30 km. Conto repetir o percurso numa próxima oportunidade, mas para a história fica uma bicicleta que tenho ali ao canto que ainda preciso de ir arranjar...

1 Comentários:

Anonymous Escola Yoga - Amadora disse...

Olá!

Este Ano estive a passar férias em Manta Rota na Praia da Lota... ADOREI

Desde as pessoas, noite, e praias, é tudo um espectáculo!

Abraços

12 agosto, 2008 02:09 

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