Terça-feira, Novembro 30, 2010

Shot through the TV and you're a jackass ... SAPO you give ads a bad name

Este tema musical dos Bon Jovi datado de 1986 intitulado "You give love a bad name" é o responsável por me levar a nunca mais ligar para um canal de TV portuguesa desde que os senhores do SAPO decidiram (ab)usar da sequência inicial para conseguirem o "hit" de chamar a atenção do espectador a qualquer preço. Pessoalmente quando este tema apareceu há 24 anos, tinha eu os meus nove anos, era um tema sensacional e ouvia e revia as vezes que pudesse. Foi provavelmente o primeiro grande sucesso da banda de John Bon Jovi. A entrada é fulgurante da forma súbita como irrompe e obriga-nos a interromper qualquer tarefa em que estejamos concentrados - seja a comer, tomar o banho, só para tentar perceber de onde vem os berros que mal se percebem mas querem dizer...

Shot through the heart and you're to blame Darlin' you give love a bad name

Serve apenas para nos forçar a interromper a importante tarefa que estávamos a concretrizar para que prestemos atenção à porcaria do anúncio do SAPO.

Compreendo que a maior parte dos espectadores hoje em dia não tenham qualquer paciência para prestar atenção à publicidade, não admira porque raio o volume do som quando passam os anúncios já seja puxado ao limite máximo (toda a gente corta o som à televisão nestas alturas)para mais abusar de uma canção para tentar roubar-nos a atenção que nos é sagrada para uma coisa profana que é a publicidade. Tenho que dizer: isto roça os limites da decência !

Só espero é que não ponham os dois versos iniciais num banner publicitário na web, senão aí é que eu ia correr a cancelar o serviço do SAPO que tenho em casa no Algarve, já não suporto ver aquela rã a querer fazer-se passar por um sapo!

O vosso anúncio é de tão mau gosto que só encontra igual naquelas atrofieirices do Pingo Doce de há um ano!

Quarta-feira, Novembro 24, 2010

Novelas que marcaram: Sassá Mutema

Nesta novela produzida pela Rede Globo em 1989, Lima Duarte voltava a ser o protagonista principal de uma novela - desta vez no papel de um simplório de nome Sassá Mutema que não possuíndo nada nesta vida, nem ler nem escrever, vai, graças ao ensinamentos da professora Clotide, interpretada pela bela Maitê Proença, ganhando projecção na sociedade ao ponto de no fim da história alcançar o lugar de senador. Para a história ficaram as vestimentas que Lima Duarte usou para compor Sassá Mutema - especialmente o seu famoso "barrete". Para a história também ficaram os personagens Juca Pirama (Luiz Gustavo) para além da professora Clotilde, Marina Cintra, interpretada por Betty Faria e o senador Severo Toledo (Francisco Cuoco). O nome da localidade onde decorria a história era Ouro Verde. Houve muito boa gente que na altura viu paralelos entre o personagem Sassá e Luís Inácio Lula da Silva, que na altura havia tentado a sua primeira candidatura presidencial, mas ainda era mal conhecido. Foram precisos 13 anos para que Lula fosse tentando uma e outra vez, até conseguir ser finalmente eleito em 2003. De referir que originalmente quando estreou a novela, usava o nome de "Salvador da Pátria". No exterior foi sempre pedido emprestado o nome do personagem principal - Sassá Mutema. Deixo aqui aquele que para muitos foi o clímax da novela: quando Sassá, um tanto ingenuamente, declara o seu amor à professora:

Segunda-feira, Novembro 08, 2010

"Rede Social" Filme

NOTA: se ainda não viu o filme, por favor não continue aleitura, depois não venha para cima de mim com um comentário inflamado de que lhe fiz perder as suas expectativas acerca do filme. Aqui falo propositadamente da cena final do filme. SPOILERS ! SPOILERS ! SPOILERS ! SPOILERS ! (acho que chega!) Acho que simplesmente não consigo deixar o dia terminar sem ter de deixar aqui o meu comentário sobre o último filme que vi esta tarde, na sala 9 dos cinemas do Corte Inglez intitulado "A rede social" (do original inglês "The social network"). Tinha que ser este filme que me fez voltar a uma sala de cinema quase dez meses depois, depois de ter visto "Avatar". Já tinha ouvido falar dele por altos há uns meses, não pensava que a estreia fosse feita "tão cedo", mas quando li o comentário do Nuno Markl no Facebok que estava super-ansioso de o assistir, admirei-me imenso. Mas não importa, já tinha colocado no meu programa que tinha de ir ver o filme num prazo breve e assim o fiz esta tarde. Tenho de confessar que, momentos antes de ver o filme, começo a perspectivar como irá decorrer... e quanto este, esperava muita intriga, e muitas cenas com conversa entre "maluquinhos dos computadores" que muito bom público não iria perceber... bem, quanto a intriga houve e as cenas a ver com as matérias e os temas da minha profissão afinal não foram tantas por aí assim... mas o filme era muito denso em termos de quantidade de informação a ser disparada por unidade de tempo, mesmo tendo em conta os tempos de hoje em que convivemos com tremendas quantidades de informação a serem bombardeadas nos nossos cérebros em pouco espaço de tempo... de forma que, mesmo perdendo alguns pormenores por aqui ou por ali... consegui acompanhar o filme do princípio ao fim quase sem dar o tempo por passado... o que tendo em conta que o filme durou 115 minutos, foi muito bom... Para mais penso que o uma das principais razões pelo facto de ter gostado do filme era ser realizado por um dos meus três realizadores de referência (ele pertence ao leque dos três "David's": David Lynch, David Cronenberg e David Fincher - cada um com o seu estilo mais particular que o outro, mas o Fincher é de todos o menos heterodoxo) - a densidade do filme fez-me lembrar muito o último filme dele "Zodíaco" e aquele tema musical dos Beatles a servir de epítome no final veio bem ao estilo do "Clube de Combate", outro dos filmes de eleição deste realizador. Por outro lado, Fincher consegue manter-nos o interesse na matéria narrativa do princípio ao fim, por mais "esquisita" que ela possa ser (o "jargão" dos infogeeks) - provavelmente fruto da sua experiência como realizador publicitário, ao conseguir tornar interessante qualquer matéria que não nos desperte o mínimo interesse inicial. E interessante também a abordagem de Fincher ao colocar o fio principal da história entrecortado com as cenas futuras que se passam nos depoimento para os processos judiciais que os "amigos" de Mark Zuckerberg lhe vão interpondo - isso assim evita a redundância de se repetir em "flashback" as cenas iniciais do filme que interessam como "prova" para as alegações referidas nos tais depoimentos. Mas, mais uma vez, o filme merece ser visto não só por ser realizado por Fincher, mas também para percebermos a história por detrás de ser possível como é que um "miúdo" de 26 anos é neste momento o multimilionário mais jovem do planeta. Em suma: 5 estrelas, e, por mim, merece figurar na lista de 5 nomeados a melhor filme. Um último parágrafo a acrescentar: a ex-namorada de Mark, Erica Albright, afinal não é personagem ficcional: existe mesmo na realidade e ela refere no site pessoal, entre outras coisas interessantes, que Mark, mesmo depois de já ter um perfil no Facebook, nunca lhe enviou nenhum pedido de amizade pessoal no Facebook.
Site pessoal de Erica: http://ericaalbright.com/
Conta pessoal de Erica no Facebook: http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001661371340
Presença de Mark no Facebook: http://www.facebook.com/markzuckerberg