Quarta-feira, Abril 27, 2011

The end !

Pois é, este é o meu último post neste blog. Termina aqui esta saga iniciada há sete anos, quando decidi inicar um blog que seria apenas "mais um" na face deste planeta, talvez o 1 321 434 645 545 434º blogueiro a aparecer. Mas este blog termina oficialmente hoje. A todos quanto o leram, muito obrigado pelo vosso interesse nas "proezas da minha vida", mas penso que, nas circunstâncias actuais, devido à reduzida frequência com que o actualizo, não vale a pena estar a preocupar em actualizá-lo. Não vou apagá-lo, mas já não vão saber novidades minhas por este intermédio. A partir de hoje, vou ser apenas um anónimo cujos acontecimentos de vida serão banais e não merecem que eu perca mais tempo a relatar o que foi. Uma vez mais, obrigado pelo vosso interesse e até à próxima, até "eu passar por aí", como diz o Rio Veloso ao encerrar os concertos dele.

Sábado, Abril 09, 2011

É preciso experimentar as coisas

Quando era miúdo, disciplinas como Geografia, História, Biologia, eram para mim "papa", porque, em boa grande parte, era a repetição daquilo que, em grande medida, eu já sabia (em virtude de eu sempre ter sido um grande curioso desde miúdo, mas isso é história para outra altura), mas haviam outras que me davam mais dificuldades, que não baseavam em simples "marranço". Tais eram a Matemática, o Português, a Educação Física e a Economia. Principalmente esta última, se bem que também fosse baseada em "empinanço", tinha conceitos básicos que eu tive dificuldade em entender, desde o princípio. Coisas como "bens e serviços", "Produto Nacional Bruto", "Balança Comercial", "salário real", coisas que têm a ver com a vida de todos nós mas apenas enquanto adultos, pareciam demasiado distantes da realidade para um miúdo de catorze. E isto, em grande parte, acho eu, porque eu nunca tinha experimentado o que é o mundo lá fora, em que eu haveria forçosamente ter de viver mais tarde ou mais cedo, quando teria sozinho, mais tarde ou mais cedo, de construir o meu caminho. Foram precisos alguns anos, e só após finalmente ter conseguido entrar na vida activa do mercado de trabalho, coisas como apresentar obra feita, auto-sacrifício, encaixe numa equipa, é que aos poucos foram trazendo para mim a compreensão última dos conceitos de Economia que eu no princípio tinha dificuldade em compreender. Até na teoria, existem conceitos abstractos que não se tornam evidentes para quem não tenha experimentado o contexto onde eles surgem. Penso que as crianças, antes dos 14 anos, deveriam experimentar o que é ser capaz de empreendedor, pegar numa ideia e desenvolvê-la, perante o mundo real. Pelo menos para mim, uma criança que esteve no ensino do princípio da década de 90 no ensino português, as coisas não foram ao princípio assim tão simples.

Segunda-feira, Abril 04, 2011

Novidades

Pedem-me novidades, mas eu não tenho novidades para dar. Apenas notícias de sobrevivência. Estou resignado e entristecido pela minha actual situação. Ainda continuo na dúvida pela decisão que tomei, se foi certa ou errada. Fiz aquilo que aquilo que qualquer pessoa, que tenha amor á sua vida, teria de fazer. Se eu fosse um suicida kamikaze, teria optado por manter a vida anterior que levava. Ao menos saberia que não ficaria inteiro por muito mais tempo. Teria muito menos anos de vida. Ou poderia chegar a um ponto em que ficaria de tal forma afectado que nunca mais conseguiria auto-repararar-me. Optei pela via da insegurança e do incerto, mas aquela que me daria ter oportunidade de ainda ter alguma vida de melhor estado. Continuo, pelo tempo que decorreu, sem saber se fiz bem ou se fiz mal. Apenas quanto mais tempo passar, saberei a resposta mais provável. Ou talvez nunca venha a saber a resposta a essa pergunta. Uma coisa que neste momento não me preocupo em pensar é o futuro. Mas tenho de viver com ele. Vocês que me conhecem e que demandam este blog em busca de novidades minhas, fiquem sabendo, apesar de tudo, que estou bem, mas desanimado, mas mesmo muito desanimado, e tenho que ir ao mais interior dos meus interiores buscar energias impossíveis que me dêm vontade de continuar a lutar. Às vezes tenho simplesmente vontade de baixar os braços e acabar com tudo, de uma vez. Não vou levar este texto longe demais, porque tenho receio do que viria a dizer a seguir. Não seriam palavras nada agradáveis. Provavelmente seria capaz de escrever mais um parágrafo, mas, depois, arrependido do que viria a escrever e sabendo que todos estes soçobrares são públicos, temo que levaria muita gente a ficar com o credo na boca! Não vou falar mais de mim, o que acima ficou exposto chega... ! Até mais...