Quarta-feira, Março 09, 2011

Esperança...

é talvez o que neste momento mais precisamos. Esperança que consigamos fazer frente aos desafios que temos pela frente. O momento de hoje foi extremamente marcante, porque o actual presidente da República era reempossado para um novo mandato e esperava-se um discurso fracturante que motivasse toda a gente dos mais variados campos políticos e fosse um discurso acima de tudo, mobilizador para os jovens. E é verdade que o presidente da república assim o fez. Fez um discurso à altura do momento. Fez os alertas e os puxões de orelhas que tinha de fazer, e fez um grande incentivo aos jovens, chamando à atenção da geração dos que dirigem o país para não inviabilizar o futuro da geração que está agora a inicar a vida activa. Mas, para grande pena minha, e uma vez mais, voltei a assistir a um país dividido, espelhado no parlamento, eleito pela vontade de nós todos, enquanto cidadões que participamos num acto eleitoral. Todos arreigados às suas ideologias do costume, e sem vontade de abdicar daquilo que em sempre acreditaram. Metade do parlamento pura e simplesmente ficou calado e impávido depois do terminado o discurso de Cavaco Silva. Fiquei aborrecido. Num momento destes, extremamente complicado, em que se pede aos jovens que sejam a solução para o problema de nós todos, vemos em vez disso, tudo na mesma. Não há capacidade para mudar. Vontade de tomar compromissos a pensar no bem de todos nós, enquanto nação. Por isso tenho muita pena em que, num momento tão complicado, continuemos iguais ao que sempre fomos: de candeias às avessas, e sem vontade de mudar. Que puséssemos de lado as noças diferenças ideológicas, e que déssemos a mão à palmatória, e nos uníssemos em torno de um ideal comum: salvar o nosso país. Mas não. Tudo continua igual ao antigamente. Todos a repetir e a proferir os mesmos discursos. Sócrates a desculpar-se com o mal dos outros. Nada a fazer. Temos de tomar uma atitude, enquanto jovens, é mostrar que não queremos receber, quando chegar a nossa altura, de receber um país hipotecado e que seja como um colete de forças. Temos de nos unir e pôr de lado as nossas diferenças individuais. Entender que quando nós lutamos que somos capazes. E para isso precisamos, acima de tudo, ideias. É preciso que os nossos jovens altamente qualificados não fujam para o estrangeiro em busca de uma vida melhor, e são eles que podem ser a fonte dessas ideias. É preciso, acima de tudo, vontade de acreditar. Mas para isso precisamos, acima de tudo, neste momento, de ideias, de forma que seja possível sustentabilizar o nosso país. Eu vou estar no protesto de sábado. Contem comigo ! Contem connosco !