Pedem-me novidades, mas eu não tenho novidades para dar. Apenas notícias de sobrevivência. Estou resignado e entristecido pela minha actual situação. Ainda continuo na dúvida pela decisão que tomei, se foi certa ou errada. Fiz aquilo que aquilo que qualquer pessoa, que tenha amor á sua vida, teria de fazer. Se eu fosse um suicida kamikaze, teria optado por manter a vida anterior que levava. Ao menos saberia que não ficaria inteiro por muito mais tempo. Teria muito menos anos de vida. Ou poderia chegar a um ponto em que ficaria de tal forma afectado que nunca mais conseguiria auto-repararar-me. Optei pela via da insegurança e do incerto, mas aquela que me daria ter oportunidade de ainda ter alguma vida de melhor estado. Continuo, pelo tempo que decorreu, sem saber se fiz bem ou se fiz mal. Apenas quanto mais tempo passar, saberei a resposta mais provável. Ou talvez nunca venha a saber a resposta a essa pergunta. Uma coisa que neste momento não me preocupo em pensar é o futuro. Mas tenho de viver com ele. Vocês que me conhecem e que demandam este blog em busca de novidades minhas, fiquem sabendo, apesar de tudo, que estou bem, mas desanimado, mas mesmo muito desanimado, e tenho que ir ao mais interior dos meus interiores buscar energias impossíveis que me dêm vontade de continuar a lutar. Às vezes tenho simplesmente vontade de baixar os braços e acabar com tudo, de uma vez. Não vou levar este texto longe demais, porque tenho receio do que viria a dizer a seguir. Não seriam palavras nada agradáveis. Provavelmente seria capaz de escrever mais um parágrafo, mas, depois, arrependido do que viria a escrever e sabendo que todos estes soçobrares são públicos, temo que levaria muita gente a ficar com o credo na boca! Não vou falar mais de mim, o que acima ficou exposto chega... ! Até mais...
2 Comentários:
Pois é pá, isto anda mesmo difícil, mas não desanimes!
Há mais opções para além de lisboa, especialmente na nossa área. Muito do pessoal do meu ano está a trabalhar no estrangeiro e não se arrepende nada. Irlanda, Inglaterra, Suíça, Suécia, Dinamarca. São todos países que estão a pagar bem por programadores e onde consegues ter uma boa qualidade de vida. Onde não é só trabalho -> casa -> trabalho. Eu ainda não descartei a hipótese de ir para fora. É preciso não desanimar e não baixar os braços. Descansar um pouco sim, mas para recuperar forças para voltar à luta!
Um abraço!
Muito bem Ricardo, obrigado pelas tuas palavras de encorajamento !
A hipótese de embarcar para o estrangeiro é neste momento uma hipótese extremamente plausível, tendo em conta as circunstâncias actuais. O problema é que preferiria não arriscar nessa aventura sozinho, preferiria sempre ter o suporte de alguém meu conhecido que, ou já estivesse no local para onde viesse a ir ou que estivesse interessado em acompanhar-me na aventura.
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